concurso autor do mês

2016/2017

Fevereiro


Questionário - António Mota


Dezembro e Janeiro 



Questionário




Novembro

Mia Couto

Informação

Questionário




setembro/outubro                                                                        

Antoine de Saint-Exupéry

Informação




Questionário





2015/2016

Regulamento

maio 2016


Almada Negreiros 

Texto informativo sobre Almada Negreiros






Abril 2016 - 2 autores

Richard Zimler
https://drive.google.com/file/d/0B8Cl4DHtUzBkV1d5RnNxQ0hOOU0/view?usp=sharing








https://drive.google.com/file/d/0B8Cl4DHtUzBkaUgxRUlpWGhZenc/view?usp=shari



Março 2016
António Gedeão



Fevereiro 2016


Vergílio Ferreira, vida e obra 


 ou num documento completo
0
responde ao questionário ~online~



Janeiro 2016



Primo Levi vida e obra (consulta aqui a informação no time toast)
Responde ao questionário ~online~ 




Novembro /dezembro 

 Jorge de Sena

Jorge de Sena - vida e obra (consulta aqui a informação no time toast)

ou num documento completo

Responde ao questionário online~ 



Setembro/ outubro


Responde ao questionário aqui


José Gomes Ferreira - vida e obra (consulta aqui a informação)



2014/2015
Ler REGULAMENTO


junho de 2015



Maio 2015

Herberto Helder


Abril 2015

Março 2015

Ana Maria Magalhães



vencedores março

Fevereiro 2015

Mário de Carvalho



Janeiro 2015

Dezembro 2014

 Charles Dickens

Novembro 2014


Informação sobre o autor e sobre a obra:

https://drive.google.com/a/aesps.pt/file/d/0B8Cl4DHtUzBkOXZsWXVPQ2pXaXc/view?usp=sharing

Para participares neste concurso, terás de ler os dois primeiros capítulos da obra O bom inverno.


 Outubro 2014

Hernest Emingway


vencedores outubro








2013/2014


Escritor do mês de março de 2014

Aquilino Ribeiro, Escritor Português(1885 - 1963)

 


Os estudos

Glossário sucinto para melhor compreensão de Aquilino Ribeiro, por Elviro da Rocha Gomes

Jornal de Letras Artes e Ideias - centenário da morte 
No ano em que se assinalam o cinquentenário da morte do grande Aquilino Ribeiro (1885-1963) e os 100 anos da publicação do primeiro livro, a VISÃO traça-lhe uma geografia sentimental, pela obra ou pela vida. Ou por ambas, que em Aquilino as duas sempre se lhe ensarilharam na ponta do aparo


Diz-se que Aquilino Ribeiro é um escritor difícil. Há quem tenha começado um livro seu, resistido e desistido. Já não está nos programas de Português desde os anos 80 apesar de ter sido um dos escritores mais populares do seu tempo. Lê-lo, hoje, só acompanhado de dicionário para as "palavras difíceis", tal a quantidade de regionalismos, léxico popular, linguajar e ladainhas da Beira, paisagem humana da sua literatura.

Não é barroco ou extravagante. Pelo contrário: etnólogo, naturalista, cronista, capta o potencial fenomenológico da língua. A riqueza do léxico está na novidade com que retrata o mundo rural que, disse o ensaísta Eduardo Lourenço, "não estaria apenas no olhar quase etnográfico que será o seu acerca da realidade beirã em que ele mesmo enraíza, mas na textura verbal igualmente mimética, tradutora, com a mais crua fidelidade, do falar serrano". Aquilino dizia: "A madre é na aldeia; ali está o puro idioma."



Janeiro, 2012 - Ilse Losa (1913 - 2006)


Escritora portuguesa de origem alemã, nascida em Hanôver, de ascendência judia, veio para Portugal em 1934, fugindo à perseguição nazi. É conhe-cida principalmente pelos seus livros para crianças e pelo seu livro sobre as memórias das perseguições aos judeus com o título "O Mundo em que vivi” (1943). Recebeu, em 1991 o Grande Prémio de Livros para Crianças atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian. Escreve regularmente desde 1949, sendo o seu livro "Um Fidalgo de Pernas Curtas" muito conhecido, bem como "Contos de Eva Luna." Divulgou autores portugueses na Alemanha. Trabalhou também para a televisão criando séries infantis. Faleceu a 6 de Janeiro de 2006.


Recursos


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Dezembro, 2011 - Alves Redol (1911 - 1969)

«Escritor português, natural de Vila Franca de Xira, António Alves Redol nasceu a 29 de dezembro de 1911 e faleceu 29 de novembro de 1969. Figura central do Neorrealismo português, foi autor de uma vasta obra ficcional, que inclui o teatro e o conto.(...) 
Ao longo de uma longa e coerente produção literária, Alves Redol trouxe para o romance personagens, temas e situações, ignorados pela literatura, postura que lhe valeu, simultaneamente, o êxito junto de um grande público e o ataque impiedoso da crítica, que apontava como deficiências de escrita a linguagem simples da sua prosa e o esquematismo das tramas romanescas» (in http://www.infopedia.pt/$alves-redol).

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Comemora-se este ano (2011) o centenário do nascimento de Manuel da Fonseca, contemporâneo do autor de Gaibéus e de Constantino, o guardador de Rebanhos e de sonhos -  Alves Redol.
Ligado ao neorrealismo, evoluiu no sentido de um regionalismo crescente, ligado ao seu Alentejo natal, retratando o povo desta região e a miséria por ele sofrida. Contestatário e observador por natureza, a sua escrita era seguida de perto pela censura.
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Luís De Sttau Monteiro
Felizmente há Luar!


 Felizmente há Luar!, de Luís De Sttau Monteiro é um documento importante sobre um período da nossa história.
Partindo duma duplicidade temporal, o tempo da história (1817) e o tempo da escrita (1961), assistimos a uma excelente análise do período de regime fascista, em Portugal.
O título é, desde logo, sugestivo para analisar as várias perspectivas existentes na obra. Quando D. Miguel Forjaz, após a prisão de Gomes Freire de Andrade, diz Felizmente há luar! deixa de forma intimidatória o alargamento da mensagem a outros conspiradores. O clima é de repressão, medo… Por sua vez, no final da peça, assume uma dimensão quase mágica, simbolizando a esperança, a mudança necessária, na voz de Matilde.
  Olhem bem! Limpem os olhos no clarão daquela fogueira e abram as almas ao que elas nos ensina!
Até a noite foi feita para que a vísseis até ao fim… (Monteiro,

O simbolismo, os contrastes são uma presença constante: a cidade de Lisboa é bem reflexo disso. Nas ruas prevalece a miséria, a falta de liberdade para nelas poder circular devido à presença constante da polícia que se faz anunciar pelos barulhos dos tambores…
Manuel:
Sempre que há uma esperança os tambores abafam-lhe a voz…
Sempre que alguém grita os sinos tocam a rebate…
E cai-nos tudo em cima: o rei, a polícia, a fome… (Ibid.:

Professora Clara Esteves

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Ana Saldanha 
 
Ana Saldanha na Escola Secundária de S. Pedro do Sul, no dia 18 de Março de 2011

Nasceu em 1959 no Porto, tendo-se licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Estudos Portugueses e Ingleses) em 1981, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 1992 fez o Mestrado em Literatura Inglesa em Birmingham e em 1999 doutorou-se em Literatura Infantil Inglesa e Teoria da Tradução na Universidade de Glasgow. Ensinou Inglês a portugueses do Porto e Português a ingleses de Birmingham e Glasgow. Participou e apresentou comunicações em congressos no âmbito da Literatura Infanto-Juvenil. 

Ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito e tem-se também dedicado à tradução. Mas é sobretudo conhecida como autora de livros para jovens, domínio em que se afirma como uma das vozes mais seguras e promissoras do panorama português contemporâneo.

Pela sua obra recebeu vários prémios:

1994 - Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo (menção honrosa do Prémio Adolfo Simões Müller).

1995 - Círculo imperfeito, romance, Presença (Prémio Cidade de Almada 1994)
Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter (recomendado pelo IBBY; seleccionado para as Olimpíadas da Leitura de 1996; finalista do Prémio Unesco de Literatura Infantil e Juvenil em Prol da Tolerância de 1997).
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Ana Martins, Laurry Malainho e Sónia Carvalho
apresentam o escritor  e o livro do mês de Fevereiro.
Júlio Magalhães

     Recuemos no tempo, quando a rádio era a companhia das pessoas, os casamentos eram eternos, o medo limitava a expressão, as opiniões e os textos eram revistos antes da publicação e a guerra era o destino dos rapazes fortes, jovens e orgulhosos por defender a pátria.
    António é um desses jovens que, de casamento marcado, embarca para Luanda onde combate em defesa do seu país, mas onde também vive o amor, a saudade e a solidão.
O que pensava vir a ser o seu futuro, ficou completamente destruído por aquela guerra que o marcara para o resto da sua vida.
    Esta é a história do livro Um amor em tempos de guerra, escrito por Júlio Magalhães.
   Este romance foi escolhido para lermos durante os nossos tempos livres e gostaríamos de cativar-vos para a sua leitura. Por isso, podemos dizer-vos que é um livro realista que nos permitiu “viver” situações que se passaram na época dos nossos avós.
A escrita deste autor é simples, fluida, envolvendo-nos nos dramas das personagens e capaz de despertar sentimentos no leitor. 

A história contada entusiasma-nos desde a primeira à última página! 
  Assim, aqui fica o nosso desafio. 

Leiam o livro e deixem o vosso comentário
e respondam ao questionário.

BOAS LEITURAS.
Ana Martins
Laurry Malainho             10º ano
Sónia Carvalho 
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EÇA DE QUEIRÓS

1845-1900

Para saberes quase tudo sobre Eça de Queirós:



Um documentário bastante elucidativo que aguça a curiosidade sobre  as temáticas e sobre o universo ficcional de "Os Maias" e de Eça de Queirós.



Descobre alguns vídeos sobre "Os Maias" de Eça de Queirós.



Janeiro 2011

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página oficial de Isabel Allende
Escritora chilena, Isabel Allende nasceu a 2 de Agosto de 1942. Em 1973 foi forçada a abandonar o Chile na sequência do golpe militar em que Salvador Allende, primo do seu pai, foi assassinado ou levado ao suicídio. Trabalhou como jornalista no Chile e, posteriormente, em Caracas (Venezuela), onde viveu até 1984. Depois disso, passou a viver nos EUA, onde ensina literatura. Foi uma defensora acérrima dos direitos das mulheres.
Segundo Isabel Allende, a sua experiência como jornalista foi-lhe útil na medida em que não só a ensinou a usar a linguagem de forma eficaz mas também a fez adquirir uma facilidade de comunicação que a ajuda a aproximar-se de qualquer pessoa com uma história a contar. Para ela, o primeiro objectivo da literatura é a expansão da consciência da realidade através da narração de histórias particulares capazes de se entrelaçarem na história colectiva e explorarem os mistérios da vida: a sua realidade marcada pelo sonho, pelas premonições e pelas visões.
Os seus livros estão traduzidos em mais de 30 idiomas e constituem um caso ímpar de sucesso. Muitos deles já foram adaptados ao cinema, teatro, ópera e ballet, conferindo-lhe uma brilhante trajectória literária que com os anos não deixou de aumentar o seu prestígio.
Bibliografia
A Casa dos Espíritos (1982), De Amor e de Sombra (1984), Eva Luna (1989), Contos de Eva Luna (1989), O Plano Infinito (1991), Paula (1994), Afrodite (1997), A Cidade dos Deuses Selvagens (2002), O Meu País Inventado (2003), O Reino do Dragão de Ouro (2003), O Bosque dos Pigmeus (2004), Zorro, O Começo da Lenda (2005), Fox (2005); Inés da Minha Alma (2006); A soma dos dias (2007); A Ilha Debaixo do Mar (2009); A ilha sob o mar (2009)


Sugestão de leitura:

ISABEL ALLENDE – Conto Duas  Palavras  (livro - Contos de Eva Luna) 

Curiosidades:

 No livro Paula, a escritora afirma ter escrito « dos palabras de um jacto no dorso dos [ …] cheques, uma espécie de alegoria sobre o poder alucinante da narração e da linguagem», num momento de engarrafamento de transito, em Caracas. E acrescenta que esta história lhe serviu de ponto de partida para a colecção de Contos de Eva Luna.

Belisa1 Crepusculario:

Belisa – um criptónimo (nome oculto através de símbolos ou jogos de letras) de «Isabel»

Crepusculario: nome do primeiro livro de Pablo Neruda, publicado em Agosto de 1923. Neruda, Prémio Nobel da  Literatura em 1971, era amigo de Isabel Allende e foi um dos seus ídolos.






 




O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura. E que a doçura que não se prova se transfigura noutra doçura muito mais pura e muito mais nova.

Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.




 

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.


Recomeçar

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Biografia

Miguel Torga nasceu em 1907 em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa Trás os Montes, aldeia onde cresceu e que o havia de marcar para toda a vida. De nome Adolfo Correia da Rocha, adoptou o pseudónimo de Miguel Torga (torga é o nome dado à urze campestre que sobrevive nas fragas das montanhas, com raízes muito duras infiltradas por entre as rochas e Miguel em homenagem aos escritores espanhóis Miguel Unamuno e Miguel de Cervantes). Depois de uma breve estadia no Porto, frequentou apenas por um ano, o seminário em Lamego. Em 1920 partiu para o Brasil, onde foi recebido na fazenda de um tio. Regressou depois a Portugal acompanhado do tio, que se prontificou a custear-lhe os estudos em Coimbra. Em apenas três anos fez o curso do liceu, matriculando-se a seguir na Faculdade de Medicina, onde terminou o curso em 1933. Exerceu a profissão na terra natal, passou por Miranda do Corvo, mas foi em Coimbra que alguns anos mais tarde acabou por se fixar. "Atordoado na meninice e escravizado na adolescência, só agora podia renascer ao pé de cada rebento, correr a par de cada ribeiro, voar ao lado de cada ave", pouco sociável, mitigou a solidão rodeando-se de livros.

Faleceu em 1995.

Algumas das suas obras

1932

1940

1941



1931


1941

1949

1946